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Abertura dos Centros de Dia

SCM Alijó - Centro Social do Pinhão

Impacto nos utentes

O Centro de dia é uma resposta social desenvolvida pelo Centro Social do Pinhão da Santa Casa da Misericórdia de Alijó.

Ao longo dos últimos meses foram criadas soluções para lidar com as situações adversas que têm surgido. Uma das situações que suscitou alguma preocupação às instituições foi o encerramento dos centros de dia. Estes Centros prestam apoio a um número significativo de utentes que encaram a frequência nos mesmos como sendo uma “segunda casa”. Os utentes estavam habituados a ter atividades de animação sociocultural, intervenção psicológica e estimulação cognitiva, assim como um convívio diário que lhes proporcionava momentos de bem-estar.

De forma a dar resposta às necessidades destes utentes, a Misericórdia começou a prestar o serviço de apoio domiciliário a estes utentes. O isolamento social, a ausência de familiares próximos, foi algo com que os utentes tiveram que aprender a gerir. Muitas vezes, as únicas visitas que recebiam eram da equipa do Centro Social. A equipa teve que “puxar pela criatividade” de forma a conseguir alegrar o dia-a-dia destes.

Uma das queixas mais frequentes que estes utentes têm apresentado é a “saudade da rotina do centro de dia”. O isolamento social, as preocupações dos utentes relativamente à covid-19, levanta questões importantes relacionadas com o bem-estar psicológico e saúde mental dos mais velhos. Existem muitos utentes que têm vindo a revelar sintomatologia ansiosa e depressiva, desta forma, são reunidos esforços, em articulação com os profissionais afectos a esta instituição de forma a dar resposta às problemáticas que têm surgido.

A maior preocupação da Misericórdia é com o isolamento dos utentes e a garantia da não transmissão do vírus, assim como restabelecer os momentos de convívio e afecto que existiam neste espaço. Neste sentido, foi elaborado um plano de contingência de forma a seguir as regras impostas pela DGS.

Em declarações ao “Pelicano”, a Diretora Técnica Susana Teixeira refere que “a abertura dos centros de dia obrigou à alteração de dinâmicas no que concerne ao espaço e ao número de utentes. Tínhamos dezanove utentes e neste momento, só podemos ter capacidade para treze”. Menciona ter existido uma articulação com os familiares e utentes, considerados grupos de risco (ex: utentes com doenças do foro respiratório), no sentido de os sensibilizar para o apoio a partir do domicílio. Desta forma, estes utentes encontram-se a receber apoio domiciliário, os mais autónomos regressaram ao Centro de Dia. As rotinas para estes utentes passaram a ser diferentes: os utentes ficaram divididos em dois grupos, em duas salas distintas; utilizam máscara durante o dia todo; foi criada uma zona de limpos e sujos, ou seja, os utentes entram para a instituição e trocam de calçado e no final do dia saem por outra zona; o material das atividades é todo desinfetado; a dinâmica do transporte também foi alterada uma vez que tem que ser realizada de forma a transportar os utentes por grupo e em grupos pequenos. A Diretora Técnica acrescenta que os utentes “estão extremamente felizes por regressar e que a higienização das mãos passou a ser um hábito deles, do qual já não conseguem abdicar”.

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