Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo

Irmã Maria Zita Mendes faz a retrospetiva de um serviço religioso em prol da Misericórdia

“Ser servas, todas dadas a Deus, competentes e alegres, é um dever de justiça para com os nossos “senhores e mestres”, os Pobres” (S. Vicente de Paulo)

As Filhas da Caridade foram fundadas em 1633 por S. Vicente de Paulo e Santa Luísa de Marillac em Paris. É a primeira congregação religiosa feminina católica a ter vida apostólica; até então existia, para as freiras, apenas a vida claustral. O mote fundamental das Filhas da Caridade é o serviço aos pobres: nos hospitais, nas escolas, nas paróquias, nos campos de batalha, aos doentes mentais, às crianças abandonadas, às mulheres marginalizadas, às pessoas idosas, e outros.

Iniciaram a sua atividade em Portugal entre 1821 e 1822, sob a égide e direção do Padre José António da Silva Rebelo, como legítimo representante do Superior Geral.

A pedido de algumas das Misericórdias e de outras Instituições de apoio aos mais carenciados, as Irmãs instalaram-se em algumas partes do País. A Misericórdia de Alijó assume-se como uma associação de fiéis, constituída na ordem jurídica canónica, por conseguinte o seu objetivo é satisfazer carências sociais e praticar atos de culto católico, de harmonia com o espírito tradicional, enformado pelos princípios da doutrina moral e cristã. Foi neste seguimento que as Irmãs Vicentinas desenvolveram a sua missão nas valências que a SCMA detém. Em 1933 as Imãs começaram a sua atividade em estreita colaboração com a Direção, dando continuidade e desenvolvendo a obra já iniciada pelos Alijoenses. Para além do auxílio que prestavam à Instituição, também ajudavam a paróquia e o antigo Hospital, tendo participando no coro e dando catequese às crianças da vila.

Aos idosos e aos mais carenciados eram prestados todos os cuidados de que as Irmãs dispunham, tendo como máxima o “amor afetivo e amor efetivo” segundo São Vicente de Paulo. O trabalho das Irmãs com os idosos foi destacado pela capacidade e competência de “acolher, ouvir, escutar e aliviar o sofrimento” como recordam alguns dos utentes da ERPI que acompanham de perto a missão das Irmãs. Na altura também se ocupavam da enfermagem e apoio aos utentes, eram as responsáveis pela “casa” a partir das 18h00, altura em que fechava a parte administrativa.

No período em que prestaram o seu serviço à SCMA, a presença das Irmãs da Caridade de São Vicente de Paulo, foi marcada pelos 88 anos de espírito de missão, amor e dedicação. É com saudade que as Irmãs partem da Instituição Junho de 2015. Mas os contactos não se perderam e de forma a conhecer um pouco melhor o Passado da Instituição, o “Pelicano” recolheu alguns testemunhos de quem conviveu com as Irmãs Vicentinas.

Olívia da Conceição, utente da ERPI que na altura partilhou o seu dia-a-dia com as Irmãs, salienta que estas sempre foram “consideradas o rosto da Santa Casa e como é uma casa de orientação cristã eram elas as responsáveis pelos rituais religiosos, nomeadamente, as missas”. Destacou a assistência por parte destas, uma vez que as Irmãs residiam na ERPI e tinham conhecimentos ao nível dos cuidados de enfermagem.

O “Pelicano” esteve à conversa com a Irmã Zita que prestou o seu serviço nesta Instituição tendo exercido funções na Creche e Jardim de Infância. A Irmã Maria Zita Mendes nasceu em Moimenta da Beira, a 12 de Novembro de 1945 e pertence à Congregação Religiosa de S. Vicente Paulo.

A Irmã Maria Zita Mendes disponibilizou-se para recordar, em entrevista através da plataforma ZOOM, algumas das memórias que tem da Instituição. Ao longo da entrevista, foi notório o carinho que guarda por esta “casa”. A conversa incidiu no seu percurso pela Creche e Jardim de Infância, no qual refere que o que mais valoriza na educação das crianças é o “saber ser e saber fazer”, daí ser importante realizar visitas de estudo para as crianças aprenderem “um pouco mais sobre a vida”. Quando questionada acerca dos valores que incute às crianças refere que o mais importante é ensinar os valores básicos da vida em sociedade, entre os quais “saber agradecer, saber pedir desculpa e dar as boas horas” insiste que “são os pilares da vida”.

Recorda, com saudade, as visitas de estudo ao sapateiro, à padaria, ao talho, aos museus, que dinamizou nos anos em que passou pela Instituição. Refere que o mais importante era “ensinar às crianças de onde vem a comida que têm na mesa, cheguei a levá-los ao talho, às padarias, às feiras, ao sapateiro, porque não podem pensar que tudo na vida é um dado adquirido, têm que perceber que é importante valorizar o que têm (…) nestas idades não aprendem com sermões, aprendem a ver e a saber fazer, por isso é que valorizo muito isto na educação delas”.

Quanto às celebrações religiosas, refere que sempre transmitiu a “história de Jesus” às crianças de uma forma simples. Recorda, com um brilho nos olhos, as dramatizações, as histórias, as músicas que realizava com as crianças ao longo do ano letivo.

No que concerne à decrescente adesão dos jovens aos costumes e tradições da Igreja, refere que grande parte se deve “às alterações que a sociedade tem vindo a sofrer ao longo dos anos (…) as famílias tinham por hábito ir à Igreja ao Domingo, atualmente ou trabalham ou têm alguma atividade extracurricular com os filhos e isso acaba por limitar as suas idas à Igreja e a dedicação à religião”. Enfatiza que “Evangelizar os jovens é uma tarefa árdua, por isso é que devemos ser sinceros para chegar aos outros, só com a sinceridade é que nos levam a sério”. Refere que o Pontificado do Papa Francisco trouxe uma nova motivação aos jovens, menciona que este mantém as visões tradicionais da Igreja, contudo, tem vindo a adaptar-se às exigências do quotidiano e dos tempos “modernos”. Menciona também que a Sociedade deveria ter um papel mais ativo na Religião.

Ao longo da entrevista, uma das questões que surgiu foi o facto de ser recordada como uma pessoa “aventureira” e de ser alguém que valoriza muito as amizades, assim como ser “moderna e inovadora”. Para si o mais importante é “aprender ao longo da vida”, refere que “ou acompanhamos a sociedade ou perdemos o comboio”. O facto de ter aderido às redes sociais auxiliou-a na “transmissão da Religião”, desta forma faz uso do WhatsApp e do Facebook para enviar Orações, para partilhar documentação e até para lecionar a Catequese durante o confinamento.

No final deixou uma mensagem a todo o universo da SCMA: “Gostava de dizer para vestirem a camisola! Não façam da SCMA só um emprego, estejam aí de alma e coração (…) Tentem seguir o carisma, ou seja, a ideia inicial que levou à criação das Misericórdias e sejam felizes no vosso trabalho, só sendo felizes é que conseguem transmitir felicidade aos outros”.

TESTEMUNHOS:

Rafaela Silva, colaboradora da ERPI e afilhada de Crisma da Irmã Zita, deu o seu testemunho na primeira pessoa: “Sinto muitas saudades da Irmã Zita, escolhi-a para minha Madrinha de Crisma porque me ajudou muito, deu-me muitos conselhos, sabia tudo sobre mim, era uma pessoa com quem tinha um grande à vontade (…) Ela valoriza muito as coisas simples da vida, ensinou-me a dar mais valor à vida, ensinou-me que o pouco se torna muito!”. No que concerne à sua atividade laboral, refere que a ausência das Irmãs foi notada no sentido em que existia um “profundo respeito por parte dos utentes à matriz religiosa que elas representam”.

Catarina Teixeira e Nuno Almeida (11 anos), que frequentaram a Creche da SCMA, recordam alguns dos ensinamentos transmitidos pela Irmã Zita “ela levava-nos a conhecer as lojas das profissões antigas (…) íamos ao sapateiro ver como se faziam os sapatos! Na Primavera íamos apanhar as folhas das Amoreiras e alimentávamos os bichinhos da seda, quando se transformavam em Borboletas eram libertados e era uma enorme alegria para nós! A Irmã Zita fazia coisas muito giras!”.

Por Maria Bárbara Granja 

 

O acompanhamento espiritual na SCM de Alijó

Estando a desempenhar o serviço de acompanhante espiritual no Lar de Alijó foi-me solicitado contribuir com um artigo para o Jornal da Santa Casa da Misericórdia de Alijó. Neste sentido queria fazer-vos chegar um pensamento que me tem acompanhado nestes últimos tempos.

Nestes últimos tempos, em diferentes contextos, tenho percebido um certo pensamento que se refere de maneira negativa aos Lares para Idosos. O Papa Francisco I na Encíclica Laudato Si (ELS), primeiro e depois na Encíclica Fratelli Tutti (EFT), aborda o tema da cura e do cuidado com os idosos. Na ELS no nº 123 ao abordar o tema da Cultura do Relativismo alerta para a crescente tendência a olhar para os outros somente do ponto de vista dos próprios interesses e para o perigo da tentação de abandonar os Idosos. Na EFT nº 18 alerta para a tentação de considerar as pessoas somente pela utilidade que têm para os próprios interesses egoístas, colocando os Idosos na categoria do que já não serve, o que muitas vezes leva ao “abandono dos Idosos numa dolorosa solidão” (n. 19). Tivemos provas disso, na recente pandemia, com a morte de Idosos em condições desumanas (n. 35). Os Idosos são muitas vezes considerados um peso (n. 98). Pelo contrário, os Idosos são nossa responsabilidade (n.79). Importante, para este tema, é o EFT nº 186 os Lares são expressão concreta daquela Caridade que Jesus Cristo tanto nos exortou a cultivar e a exercer.

Nestes últimos tempos, como dizia, tenho sentido um certo sentimento de reserva em relação ao serviço dos lares: não é a “maneira conveniente de cuidar dos Idosos” é um “mal menor”, etc.

Ao ouvir estes comentários tenho recordado um grande missionário, Sacerdote já falecido, que encontrei nos meus anos de missão em Moçambique. O P.e Italiano Salvatore Forner, que me recebeu na missão de Cuamba, no Niassa, quando, ainda jovem, acreditava que ia mudar o mundo. Ele dizia-nos, aos que tínhamos acabado de chegar, uma frase que parece estranha, pelo menos a mim parecia: “o perfeito é inimigo do bem”. Mas é bem verdade, tantas vezes nós (eu) andamos tão distraídos a sonhar e a pensar o perfeito inalcançável que nos esquecemos do bem realizável. Nós (eu) sonhamos e apregoamos o ideal e descuidamos o real. O ideal era que não envelhecêssemos, que não adoecêssemos, que não precisamos de nada nem de ninguém.

Os Lares não são um “mal menor” são um Bem, uma Coisa Boa. São uma expressão concreta da Caridade que pode e quer tomar conta e cuidar de quem mais precisa. Tenho a certeza de que as pessoas que estão nos lares estariam muito, mas muito pior se não houvesse lares que delas cuidassem.

A verdade é que nós (eu) temos a prática de culpar as instituições pelas nossas (minhas) lacunas, colar às instituições as nossas (minhas) falhas e incapacidades. Não são as instituições que falham, são as pessoas, não são as instituições que ficam aquém das suas finalidades, são as pessoas que não cumprem. Não são as instituições que criam divisões e solidão, somos nós (eu) que não nos aproximamos, não nos interessamos, não cuidamos. Somos nós (eu) que nos esquecemos que os Lares e as Unidades de Cuidados Continuados e Paliativos são em resumo e na verdade pessoas. Somos nós (eu) que nos esquecemos que existe um Lar, uma Unidade de Cuidados Continuados, uma IPSS que precisa de cada um de nós para ser mais humana, para ser comunidade. Precisam não só do nosso contributo, mas também da nossa presença, do nosso interesse, do nosso cuidado: não somente as mãos que fazem o material, mas também o coração que pulsa com a vontade, com o querer.

As obras da Santa Casa da Misericórdia são um serviço de sincera e verdadeira caridade para todos, até para nós (mim) porque poderemos, a qualquer momento, precisar que alguém cuide de nós, porque é isso que deveria significar ser humanos “cuidar uns dos outros” e não somente de nós próprios.

P.e António Jorge Cachide Ferreira

Primeira fase de vacinação em utentes e funcionários da ERPI e UCCI

No passado mês de janeiro a Santa Casa da Misericórdia de Alijó iniciou a primeira toma da vacina contra o COVID-19, que foi realizada nas valências de ERPI e UCCI. Nestas valências foi realizado um questionário aos funcionários e utentes, no qual eram abordadas questões como alergias medicamentosas, patologias clínicas, entre outros aspetos relevantes para este processo. Posteriormente, foi articulado com o Centro de Saúde e com a Entidade Coordenadora Local (E.C.L., no caso da UCCI), a administração da vacina e os profissionais que iriam acompanhar de perto este processo. No caso da UCCI, no dia da administração da vacina, o corpo clínico foi composto por três enfermeiros e o Diretor Clínico da valência, assim como também esteve presente a Enfermeira coordenadora Patrícia Pires (E.C.L). Foram vacinados 63 pessoas (29 utentes e 34 funcionários). No que concerne à ERPI, no processo de administração da vacina, esteve presente o corpo clínico da valência (enfermeira e médico assistente) e a equipa de Enfermagem do Centro de Saúde. De realçar que esta equipa não entrou nas Instalações da ERPI, tendo sido destinado um local desta valência para este efeito. Emsuma, foram para já vacinados um total de 101 pessoas entre utentes e funcionários.

Nas referidas valências, todo o processo decorreu com normalidade. Antes da toma da vacina foram notórios os sinais de sintomatologia ansiosa, receio, angústia, que são normais num evento que nos é desconhecido.  Também houve funcionários e utentes, que manifestaram uma enorme satisfação e excitação em tomar a vacina. Nos funcionários e utentes que manifestaram um aumento significativo da sintomatologia ansiosa, foi realizado um acompanhamento psicológico mais próximo.

Relativamente aos efeitos secundários, houve relatos de funcionários e utentes que sentiram dor no local da injeção, outros reportaram sintomas ligeiros de mal-estar físico (fadiga e algumas dores musculares).

O “Pelicano” recolheu alguns testemunhos dos utentes e funcionários das valências, nestes foi notória a esperança que verbalizaram e demostraram no olhar. Segundo Alexandra Cardoso, Diretora Técnica da ERPI “Fomos vacinados, e foi o momento em que sentimos a primeira toma da vacina como uma conquista… não houve como não sentir um arrepio no peito e não deixar cair uma lágrima porque conseguimos, e conseguimos alcançar esta vitória todos juntos”. Já a utente Conceição Magalhães, com 99 anos, verbalizou “Foi bom tomar a vacina! Estou aqui à boa vida, gostava de ir até minha casa e ver como está tudo, a vacina trouxe-me essa esperança! Já lá vão 11 meses sem sair daqui!”. A colaboradora Teresa Lopes (a colaboradora com mais anos de serviço na ERPI), refere com algum entusiasmo: “Sinto-me bem, foi uma vitória chegarmos a este dia sem caso nenhum! Não tive receio nenhum pela vacina, só nos faz bem!”.

Já na UCCI, a primeira colaboradora a ser vacinada Cristina Esteves refere “Foi muito bom e senti-me muito confiante. Tive apenas uma ligeira dor no braço, mas senti-me bem. Tenho muito medo ao vírus, por mim e por todos, e estava ansiosa pela vacina. Estou agora ansiosa à espera da segunda toma, para ver se conseguimos ter alguma normalidade nas nossas vidas”. O utente Ademar Marques, verbaliza com alguma emoção “Foi um ato de confiança, porque estou convencido que vai resolver o problema do vírus. E agora é deixar correr o tempo, porque o vírus parece que está em mutação, precisamos de ter o máximo de cuidado com ele e evitar certas asneiras que se fazem, como conjuntos de pessoas e grandes folias. Se até os jogadores de futebol apanham, e são jogadores de alta competição que estão constantemente a ser vigiados. Nós agora temos de ir vivendo com isso. E a vacina, não há dúvida nenhuma que foi uma coisa muito boa. Para mim foi um alívio. Fiquei aliviado porque, como tenho a certeza que não tenho a COVID, com a vacina fico mais protegido, mesmo tendo cuidado. E há que cumprir religiosamente com as recomendações das autoridades sanitárias”. Por último, fomos recolher o testemunho da Enfermeira coordenadora , Raquel Vaz  “Na minha opinião, tanto pessoal como profissional, a maior importância da vacinação na Santa Casa da Misericórdia de Alijó, tanto na UCCI como na ERPI é o facto de haver a imunidade de grupo, isto é, termos a oportunidade de vacinar quer os funcionários quer os utentes ao mesmo tempo, criando assim uma imunidade de grupo, o que vai permitir que estejamos todos protegidos e principalmente ao mesmo tempo contra este vírus que é tão transmissível e esta a ser tão mortal, infelizmente”.

Utentes e funcionários aguardam a administração da segunda dose da vacina que está prevista para a segunda semana de Fevereiro.

Bárbara Granja

Necessidades e expectativas no Serviço de Apoio Domiciliário

Vivemos em sociedades de risco, entendidas como da incerteza e da imprevisibilidade, e nas quais ninguém, nem mesmo com a ajuda da ciência, conhece os perigos exatos a que está sujeito. A Covid-19 declarada pela OMS como pandemia, a 11 de março de 2020, veio exacerbar ainda mais as desigualdades e os problemas sociais e mudar para sempre o modo como estamos no mundo e nos relacionamos.

Esta doença, que é vista como um risco, trouxe também outros riscos: o da perda do emprego, o da perda de rendimentos, o da incapacidade para manter uma habitação, o da redução das redes de solidariedade, o da pobreza, o da fome, o do agravamento de problemas de saúde crónicos, entre muitos outros. Por isso, dado o elevado grau de transmissibilidade da Covid-19, fomos obrigados a um confinamento e manutenção da distância física, como forma de conter a propagação da Covid-19.

Fecharam-se fronteiras entre países, cancelaram-se viagens, encerraram atividades de comércio e serviços, suspenderam-se as atividades de apoio social desenvolvidas nos Centros de Dia e outros, as pessoas ficaram em casa. Em suma, as vidas ficaram em suspenso.

Foram alguns meses de confinamento e todos os profissionais foram confrontados com novos desafios no trabalho, sendo que o confinamento e a necessidade de distanciamento físico exigiram, uma reinvenção das práticas de atuação. Esta situação prolongou-se até setembro de 2020, contudo toda a dinâmica praticada numa instituição nunca mais foi a mesma, desde o uso obrigatório e permanente de máscara e/ou uso de EPI, desinfetar as mãos em todas as dinâmicas, redução do número de ocupantes nos transportes, o trabalho em equipas de espelho e outras dinâmicas.

No dia 14 de janeiro de 2021, o governo declarou um novo confinamento, anunciou o encerramento dos Centros de Dia, Universidades Séniores e outros, no âmbito do combate à pandemia. E assim foi, mais uma vez, o Centro Social do Pinhão da Santa Casa da Misericórdia de Alijó, foi obrigado a encerrar, suspendeu as atividades de apoio social desenvolvidas na instituição, e informou todos os familiares e utentes desta estratégia para a prevenção e retardamento da Covid-19, sendo medidas necessárias e fundamentais para todos.

Por isso, a permanência dos utentes em suas casas, é uma das práticas comportamentais de distanciamento social, ou melhor, distanciamento físico, e uma das estratégias fundamentais no controlo e na propagação da doença, contudo é vital que se continue a prestar a assistência necessária para que os nossos utentes que se encontram em maior risco de isolamento e solidão não piorem a sua condição á medida que esta pandemia se prolongue.

Conhecendo os fatores que colocam os nossos idosos em risco de solidão e isolamento social, tais como viver em contexto rural, a idade avançada, morar sozinho, baixo nível de escolaridade , viuvez, mau estado de saúde, baixo nível funcional, a falta de visão e a perda auditiva e falta de amigos, torna urgente e necessário delinear novas estratégias e intervenções, por isso,  todos os profissionais da nossa instituição foram obrigados a ajustar o planeamento dos cuidados e a intervir face às consequências que o isolamento social provoca, desenvolvendo e testando intervenções ajustadas ao “novo normal.”

Assim sendo, na domiciliação dos serviços, foi fundamental ir ao encontro das necessidades e expectativas dos nossos utentes, desde entrega ao domicílio de compras/bens alimentares, medicamentos, usar as redes sociais virtuais como elo de ligação com a família e amigos, consultas virtuais e por telefone a serviços de saúde, aumento da prestação de cuidados de higiene e conforto várias vezes ao dia e também promover atividades no âmbito desportivo, social, cultural e de estimulação cognitiva.

Por isso, proporcionamos aos nossos utentes visitas on-line a três dimensões, atividades desportivas como ginástica de manutenção em casa com a orientação dos Animadores, bem como exercícios e jogos de estimulação cognitiva, com o objetivo de proporcionar entretenimento e lazer aos nossos utentes, situação que estavam habituados no nosso Centro de Dia.

Em suma, o contexto de pandemia em que mergulhamos veio, de forma brusca e inesperada, desafiar todos os profissionais e quando todos se confinam. Como poderemos garantir o apoio necessário aos mais vulneráveis? Como manter os nossos utentes de Centro de Dia, em confinamento nas suas casas e a manutenção do distanciamento social (entenda-se físico)? Não foi fácil e continua a ser um grande desafio, mas com todo empenho e dedicação dos nossos profissionais, desde Animadores, Auxiliares de Ação Direta e Serviços Gerais, Cozinheiras, Ajudantes de Cozinha, e técnico de Gerontologia, temos conseguido combater os estereótipos etários que se reforçaram com a Covid-19, conectados uns com os outros e enfrentando a solidão e o isolamento social.

Susana Teixeira, Diretora Técnica do Centro Social do Pinhão

 

 

12 anos de UCCI em Alijó

A Unidade de Cuidados Continuados Integrados (UCCI) da Santa Casa da Misericórdia de Alijó, inaugurada a outubro de 2008, é uma resposta de cuidados de saúde e apoio social, que nasce da parceria entre o Ministério da Saúde; Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e Santa Casa da Misericórdia de Alijó.

“A Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI), criada pelo Decreto -Lei n.º 101/2006, de 6 de junho, dirige -se a pessoas em situação de dependência que necessitam de cuidados continuados de saúde e de apoio social, de natureza preventiva, reabilitadora ou paliativa, prestados por unidades de internamento, unidades de ambulatório, equipas hospitalares e equipas domiciliárias prestadoras de cuidados continuados integrados.” (Portaria n.º 174/2014 de 10 de setembro).

No âmbito do protocolo realizado com a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, no edifício da UCCI da Santa Casa da Misericórdia de Alijó, funcionam as tipologias Longa Duração e Manutenção (1º Piso de internamento, lotação de 22 camas) e de Média Duração e Reabilitação (2º Piso de internamento, lotação de 9 camas) e serviço de Camas Particulares (2ª Piso de internamento, lotação de 4 camas).

No que se refere à tipologia de Longa Duração e Manutenção, esta é uma Unidade de internamento de carácter temporário ou permanente, com espaço físico próprio, tem por finalidade prestar cuidados de saúde e apoio social a pessoas com doenças ou processos crónicos, com diferentes níveis de dependência, que necessitam de cuidados clínicos de manutenção e de apoio psicossocial e que não reúnam condições para serem cuidados no domicílio. Tem como objetivos contribuir para o bem-estar e qualidade de vida da pessoa em internamento, proporcionando-lhe cuidados conducentes à estabilização clínica, à prevenção e retardamento da situação de dependência. O internamento nesta Unidade situa-se num período superior a 90 dias consecutivos; em situações temporárias decorrentes de dificuldades de apoio familiar ou de necessidade de descanso do principal cuidador, o internamento pode ser inferior a 90 dias consecutivos, até ao limite de 90 dias por ano. (Artigo 19º, Portaria n.º 174/2014 de 10 de setembro).

A tipologia de Média Duração e Reabilitação tem por finalidade prestar cuidados a pessoas com perda transitória de autonomia, potencialmente recuperável, que necessitem de cuidados clínicos, de reabilitação e de apoio psicossocial, por situação clínica decorrente da recuperação de um processo agudo ou descompensação de processo patológico crónico. Tem como objetivos contribuir para o bem-estar e qualidade de vida da pessoa em internamento, proporcionando-lhe cuidados conducentes à estabilização clínica, avaliação e reabilitação integral. O internamento nesta Unidade tem uma previsibilidade superior a 30 dias e inferior a 90 dias consecutivos, por cada admissão. (Artigo 19º, Portaria n.º 174/2014 de 10 de setembro)

São princípios fundamentais e de observação indeclinável na atividade desenvolvida pela UCCI da Santa Casa da Misericórdia de Alijó, os princípios: da humanização dos cuidados; da ética assistencial; da qualidade e eficiência; do envolvimento da família; da continuidade e proximidade de cuidados; do rigor e transparência; da responsabilidade e hierarquização; da multidisciplinaridade e interdisciplinaridade.

Pela Unidade de Cuidados Continuados Integrados da Santa Casa da Misericórdia de Alijó, passaram no decurso destes 12 anos de existência, 781 utentes, provindos de várias zonas do país, destacando-se os utentes oriundos do distrito de Vila Real.

Têm sido várias as iniciativas internas no sentido de responder aos desafios que nos são propostos pelas entidades com as quais articulamos bem como pelas famílias. Temos procurado adaptar técnicas, melhorar políticas e procedimentos, criar condições para fazer mais e melhor pelo utente e famílias.

Em 2015, com o projeto “Regresso + Fácil ao Domicílio”, fomos contemplados no âmbito do programa “Mais Para Todos”, com um prémio de 30 mil euros, o qual permitiu reforçar e melhorar as ajudas técnicas do internamento, bem como criar um banco de ajudas técnicas, com objetivo de providenciar empréstimos comunitários que facilitassem o regresso do utente ao domicílio e retardassem as situações de institucionalização.

No decurso destes 12 anos de atividade, destaco ainda a adesão à Campanha Nacional de Higiene das Mãos, “Medidas Simples Salvam Vidas”, em 2009, a qual nasceu da iniciativa e vontade de Enfermeiros do Serviço e permitiu ao longo de todos estes anos, desenvolver políticas internas de controlo de infeção. Acredito que o conhecimento e crescimento, alcançados ao longo de todos estes anos, permitiram à atual Comissão de Controlo de Infeção da UCCI da Santa Casa da Misericórdia de Alijó; planear, coordenar e programar de forma tão exímia, a ação de toda a equipa de profissionais, no âmbito da Pandemia por Covid 19 e controlo de infeções associadas à prestação de cuidados de saúde.

Acredito também que o segredo está no que se faz, mas e também, no amor com que se faz, e de uma coisa não tenho dúvida, nesta Unidade trabalham excelentes profissionais nos mais diversos setores de atividade, sendo esta conjugação de esforços o verdadeiro segredo.

Considero que o futuro nos empurrará para “velhos desafios”.

O desafio da sustentabilidade, este ano particularmente agravada pela pandemia por COVID 19, custos inerentes com as medidas de proteção e prevenção da doença (equipamentos de proteção individual), necessidade de repensar estratégias de modo a garantir o futuro de um serviço de cuidados de saúde e de apoio social, de proximidade.

O desafio da Humanização na prestação de cuidados, cuidar com Humanitude. Num ano particularmente caraterizado pelas recomendações de afastamento, fomos desafiados a repensar formas de prestar cuidados sem deixar de “estar perto” quando o nosso gesto era o único que o utente poderia receber. Celebramos a vida, em cada aniversário de utentes e colaboradores, na comemoração de datas festivas.

Deixo uma mensagem de Esperança e Agradecimento a todos os meus colegas, aqueles que me acompanham diariamente, aqueles que dão sentido a esta história da UCCI da Santa Casa da Misericórdia de Alijó, ao desafio de prestação de cuidados de saúde e apoio social.

Cuidar!

O desafio de todos os nossos dias, o desafio da esperança, da perseverança, da coragem, a constante missão de fazer as pessoas sentirem-se pessoas.

Somos parte da teia Humana que cuida, que promove asas para sonhar, esperança para acreditar e fé continuar!

Aos meus Colegas, num ano também particularmente difícil para quem cuida, o Meu Muito e Sincero Obrigada.

Por Ana Rego, Diretora Técnica da UCCI

Instituição celebra Dia de Reis

O Dia de Reis é uma tradição que já é celebrada na nossa Instituição há alguns anos e este ano foi exceção.

Este ano não tivemos o habitual convívio de Cantar das Janeiras organizado pelo Município, em parceria com as IPSS’s do concelho, no entanto celebramos nas nossas valências como de costume.

Apesar do período mais controverso que estamos a atravessar e de não podermos realizar grandes convívios, mesmo dentro das instituições, assinalamos o dia com leituras de quadras, música e como não podia faltar o lanche e o bolo-rei.

Na UCCI comemoramos no dia 5 de janeiro. Começamos com a leitura e explicação do Dia de Reis e do significado do bolo-rei, em seguida, e uma vez que temos utentes de vários locais do País, fizemos a partilha de tradições e costumes de cada terra. Após este momento vimos um vídeo realizado pelos nossos utentes onde disseram várias quadras alusivas ao dia, cantamos uma música com os colaboradores que estavam de serviço e terminamos com um lanche.

Na ERPI foram lidas várias quadras alusivas ao dia e cantadas músicas escritas em conjunto com os utentes.

No Centro de Dia do Centro Social do Pinhão os utentes vestiram os seus disfarces de Dia de Reis, leram quadras, cantaram algumas músicas, desejaram um bom ano 2021 e terminaram com um lanche.

Foram comemorações um bocadinho diferentes do que estamos habituados mas, para nossa segurança e, principalmente, para segurança dos nossos utentes, foi o que nos foi permitido realizar. Esperamos, no próximo ano, podermos celebrar com as outras IPSS’s e abrir a porta a quem quiser vir cantar os Reis à nossa Instituição.

Que 2021 seja repleto de saúde, alegria, amor e grandes oportunidades!

Por Cláudia Gomes, Animadora Cultural

Atividades de animação são fundamentais na ERPI

Todos nós vivemos tempos muito difíceis com a Pandemia da Covid- 19, em que este inimigo invisível insiste em distanciar quem queremos por perto e afastar quem nós queremos abraçar e beijar, mas estamos certos que não irá conseguir.

Estamos conscientes que os desafios são grandes, que no dia-a-dia existe a incerteza e o receio pelos nossos idosos, mas por outro lado, existe sempre um lema na nossa mente que, “na vida as grandes batalhas, são dadas aos grandes guerreiros” e neste campo toda a equipa da ERPI da SCM Alijó tem-se demostrado uma verdadeira guerreira.

Neste sentido, e uma vez que já vivemos estes tempos atípicos e adversos de pandemia desde março, houve a necessidade de todos juntos reorganizarmos o dia-a-dia dos nossos idosos de forma a minimizar a falta do abraço, do toque físico, das saídas para almoços em família, das saídas para as festas de verão, entre tantas outras coisas.

O primeiro passo foi explicar de uma forma simples e clara o que estava a acontecer, e tudo o que temos que fazer para nos proteger a nós e aos outros, como a lavagem e desinfeção frequente das mãos, o uso da máscara e o distanciamento.

Consideramos que a Animação durante este ano atípico de 2020, foi uma ajuda fundamental para todos os nossos utentes, uma vez que consideramos as atividades ocupacionais como uma ferramenta indispensável para manter os idosos ativos, aumentando a sensação de bem-estar e simultaneamente o combate á ansiedade e monotonia.

Na ERPI, todas as dinâmicas foram reinventadas e adaptadas, para continuar a proporcionar bem-estar e qualidade de vida e muita alegria nesta nossa casa, cumprindo todas as diretrizes da DGS, houve a necessidade de alterar o nosso plano anual de atividades dando destaque a uma atividade proporcionada por este momento que todos vivemos, a participação no desafio da InterAGE da sios LIFE e os Sons do Minho “Não dês Beijinhos não dês abraços” cujo prémio era um concerto ao vivo na instituição e nós fomos os vencedores.

Entre outas atividades que nos mantiveram sempre com espírito positivo, também, a festa de Natal, ao que chamamos a festa da Família foi reorganizada, faltando a presença dos familiares das utentes a as demais colaboradoras, contudo não faltou alegria, boa disposição, partilha de afeto, vivenciando o verdadeiro espírito natalício.

De forma a colmatar um pouco as saudades a ERPI proporcionou aos nossos queridos utentes e às suas famílias uma visita nesta altura muito especial, um cantinho acolhedor para partilhar sorrisos, felicidade e amor.

 Pela Equipa Multidisciplinar da ERPI

Natal diferente, Natal dos afetos.

O Natal é e sempre será uma época do ano muito especial, rodeada de magia e favorável à intensidade de sentimentos, à qual ninguém consegue ficar indiferente.

Este ano, particularmente devido à pandemia que assola o mundo, o Natal foi vivido de forma bem diferente do habitual, pela família da Creche/Jardim de Infância da Santa Casa da Misericórdia de Alijó. Num tempo em que se propiciam os afetos, aprendemos a sorrir com os olhos e a abraçar com o coração!

Muito mudou nas nossas vidas com esta pandemia e para muitos de nós esta tem sido uma época de reflexão, de revisão das prioridades, mas essencialmente de reinvenção. Normalmente a nossa Festa de Natal era realizada em conjunto com as famílias na nossa Instituição; no entanto, neste ano atípico, repleto de restrições e sacrifícios, em prol de um bem comum, nem todos os nossos hábitos ou rituais puderam ser concretizados.

Foi então que surgiu uma alternativa para assinalar esta data tão especial, de forma a dar outro significado a estes tempos difíceis, para os tornar menos penosos, pelo menos para as crianças e para as suas famílias.

A nossa festa realizou-se em condições especiais, sem a presença “física” das famílias e sem a azáfama normal que tão bem carateriza estes momentos festivos. Foi escolhida uma peça, as crianças vestiram-se a rigor, foram feitos alguns ensaios e seguiram-se as gravações que posteriormente foram enviadas aos pais no dia previsto para a realização da Festa de Natal.

Claro que não podia faltar a visita do pai Natal; este é um dos momentos vividos com maior intensidade pela maioria das crianças que anseiam, com um brilho nos olhos, pela chegada do Pai Natal e pela entrega dos presentes.

Sem dúvida que os presentes são importantes para as crianças e podem ajudar a suavizar estes tempos tempestuosos e a ausência das famílias neste tipo de vivências. Mas tudo depende da mensagem que queremos transmitir. Nada pode compensar, nem substituir os afetos, e essa parece-me uma mensagem importante e que se adequa à época natalícia.

Uma das maiores dádivas será, sem dúvida, encontrarmo-nos saudáveis e fazermos deste Natal um ponto de viragem e a luz ao fundo do túnel para um novo ano que agora inicia e que se deseja mais feliz, livre de pandemia, um ano de reunião e aproximação, depois de tantos meses de afastamento.

Que este Natal tão atípico nos ensine a oferecer afetos e não presentes! Nos ajude a apreciar a importância de estar presente, valorizando os pequenos gestos!

Por Filipa Ribeiro, Educadora de Infância da Creche/Jardim de Infância de Alijó

Ho ho ho

Mais uma festa de Natal realizada. Este ano bem diferente, pois não tivemos a presença dos nossos convidados, os pais dos nossos meninos, os Mesários da Santa Casa, os demais utentes e colaboradores da Instituição e a Presidente da Junta de Freguesia do Pinhão. Mas os meninos andaram contentes e ansiosos pela chegada do Pai Natal! Quando cantava ou contava uma história de natal os meninos diziam “oh oh o pai natal traz peentes (presentes)”. E este ano não poderia ser diferente! o Pai Natal bateu à porta e…surpresa! Um saco com os presentes para os meninos que ficaram muito admirados, e a olhar para ele, cheios de ansiedade e alegria! Depois também cantaram e dançaram canções alusivas à quadra natalícia e seguiu-se o lanchinho bem apetitoso e docinho com as tradicionais iguarias do Natal. Terminado o lanchinho continuaram as danças e as brincadeiras alegres e divertidas.

E como natal é magia…preparamos um miminho, uma surpresa para os pais fizemos um vídeo com a festinha de Natal e publicamos no grupo do berçário e no grupo da sala heterogênea .

Os pais ficaram muito contentes, pois foi uma forma de estarem próximos dos seus meninos e da equipa que trabalha com eles e para eles.

Não deixaremos de realizar as atividades que para os nossos meninos lhes trazem muita alegria e animação, por outro lado, temos de reinventar, adaptar e ter sempre presente o plano de contingência da Instituição e as orientações da DGS.

Tudo correu bem e esperamos que as atividades seguintes possam contar com a presença da família, pois a creche é a segunda casa dos nossos meninos e gostamos de partilhar, vamos acreditar…

Aproveitamos para desejar um feliz 2021 com saúde, paz e esperança.

Fiquem bem protejam-se e tudo vai correr bem!

E quando tudo isto passar abraços e reencontros terão outro valor.

Célia Oliveira, Educadora de Infância da Creche do Centro Social do Pinhão

Natal no Centro Social do Pinhão

A época do Natal tem uma carga simbólica importante para os utentes  e traz algumas vulnerabilidades psicológicas, pois é uma fase do ano em que, por norma, recordam as pessoas que já partiram ou que não estão presentes. Esta época é tão esperada por todos em que rever os familiares torna-se prioridade, ao mesmo tempo é vivida com ansiedade onde as saudades ganham forma e força.

Este ano foi um ano atípico e os utentes sabiam que o Natal jamais ia ser igual! Foi difícil saberem que não iam ver os seus familiares ou que muitos teriam de passar o dia sozinhos. Por forma a minimizar este impacto, enquanto equipa multidisciplinar fomos, ao longo do mês de dezembro, passando a mensagem de que melhores dias virão  e que realmente o mais importante é a saúde de todos!

No Centro Social do Pinhão todas as celebrações natalícias realizaram-se mediante as orientações da DGS e Plano de contingência da Santa Casa da Misericórdia de Alijó. No entanto, houve teatro, cantares alusivos ao Natal, entretenimento, um lanche bem doce e todo um conjunto de emoções que a época propícia aliada ao momento mais sensível que estamos a atravessar. Contudo, não nos podíamos esquecer do mais importante, a família e por isso a equipa de animação, juntamente com a Diretora Técnica, encontrou uma forma de estabelecer essa ligação com a família dos utentes. Através de uma mensagem de vídeo, os nossos utentes foram surpreendidos com votos de amor e esperança. Este gesto que ficou marcado nos seus corações e guardado como marca de um Natal diferente.

Pela Equipa do Centro Social do Pinhão